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Por: Dr. Beny SchmidtINDIQUEIMPRIMIR

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MULHERES X DOENÇAS AUTOIMUNES


Nas últimas décadas, as mulheres obtiveram uma série de conquistas. Junto com os avanços, no entanto, cresceram também as atribuições e, consequentemente, o cansaço e as preocupações. Estudos apontam que o trabalho fora de casa não reduziu a jornada doméstica das mulheres, assim elas precisam dar conta da dupla jornada de atividades: ganhar seu sustento e ainda cuidar da casa e da família. Por causa dessa combinação, algumas doenças autoimunes tem se manifestado com mais frequência em mulheres do que em homens.
O estresse é cada vez mais um inimigo feminino. Com a correria do dia a dia e a vida atribulada, a mulher acaba convivendo com uma sobrecarga muito maior que a dos homens e dedica menos tempo à sua saúde. Uma das consequências disso é a propensão maior das mulheres a doenças autoimunes, caracterizadas, de uma maneira metafórica, pela diminuição da tolerância aos componentes do próprio organismo.
Controlar o estresse emocional e realizar pequenas atividades que trazem felicidade e bem-estar podem ajudar não só no tratamento das doenças autoimunes, mas também na sua prevenção. Nos tempos atuais, as mulheres continuam cuidando da casa, da família, mas também tem de trabalhar e fazer muitas outras atividades. Elas estão sobrecarregadas e seus corpos e suas mentes estão pedindo a conta desse acúmulo de funções.
Nas mulheres, como exemplo importante de doenças autoimunes que se manifestam com mais frequência estão a polimiosite, a dermatomiosite, o lúpus eritematoso e a esclerose múltipla.
A polimiosite e a dermatomiosite são doenças inflamatórias que afetam o sistema muscular e, consequentemente, dificultam a movimentação do corpo. Já o lúpus eritematoso é uma doença com causa ainda desconhecida que ataca as próprias células e tecidos do corpo, podendo acarretar problemas musculares, renais, cardíacos, sanguíneos e dermatológicos.
Por fim, a esclerose múltipla é uma das doenças autoimunes com mais números de casos. Ela atinge cerca de 2,5 milhões de pessoas no mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, sendo até quatro vezes mais em mulheres. A esclerose múltipla afeta o sistema nervoso devido à destruição das bainhas de mielina, que fazem parte da célula nervosa. Os sintomas da esclerose estão diretamente ligados à área onde há carência de mielina. O que ocorre é uma espécie de miopia do sistema de defesa. A mielina é destruída a uma velocidade muito maior do que aquela que o organismo usa para produzi-la.
 

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