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GP Brasil. Programe-se

Por: Giovanni LorenzonINDIQUEIMPRIMIR

GP Brasil. Programe-se

GP Brasil. Programe-se
Giovanni Lorenzon

Do que jeito que o mundial de Fórmula 1 está andando, dificilmente Felipe Massa e sua Ferrari vão chegar ao Grande Prêmio Brasil em condições de lutarem pelo título. Muito Menos ainda Rubens Barichello com a sua Willians. A briga deverá ficar mesmo, se não se resolver antes, entre os companheiros de Red Bull, Mark Webber e Sebastian Vettel. Mas tudo bem, pois quem gosta do ensurdecedor ronco dos motores rompendo a reta e do cheiro de combustível que impregna o ar, a emoção continua. Por isso, está na hora de programar-se para estar presente dia 7 de novembro em Interlagos.
Ainda pode parecer cedo, mas quem quiser acompanhar a penúltima prova da temporada com conforto e categoria, é bom ir pensando desde já. Vários hotéis estão já recebendo reservas. Afinal, o brasileiro, além de amar a Fórmula 1, já se acostumou a não ter um piloto lutando pelo título, com exceção das duas vezes em que Massa raspou a trave.
Além da corrida em si, o roteiro turístico da velocidade inclui ainda os dois dias de treinos – sexta e sábado – e mais os opcionais, como restaurantes, boites e demais centros de consumo e lazer. É, como o nome dessa seção indica, um programa de “1ª Classe”, que organizado antecipadamente transforma a adrenalina em um prazer mais sofisticado.
Além disso, toda a estrutura que pode estar reservada também inclui o traslado entre as cidades e São Paulo, mais o vai e vem entre os hotéis e o Autódromo, bem como nos pontos alternativos que fazem parte do programa de fim de semana na capital da velocidade.
A correria não é para o leitor de Nine. É para os pilotos

A lenda Interlagos

Antes, Chico Landi, as baratinhas, depois os gordinis, os protótipos, enfim, décadas antes da primeira corrida de Fórmula 1 e do Brasil amar esse esporte, o Autódromo de Interlagos já era quase lenda. Hoje já é. A fama mundial começou com a primeira corrida, em 1972, quando algumas equipes vieram a Interlagos para homolo-gar o autódromo, e Émerson Fittipaldi chegou a distribuir ingressos, com medo de que o evento fosse um fracasso e inviabilizasse a prova do ano seguinte, 1973, válida pelo Mundial. O público acabou sendo bom. Mas no ano seguinte, já depois do primeiro título de Émerson, tomou Interlagos de assalto. Não havia espaço para mais ninguém.
Chegar perto de um carro de Fórmula 1 era o máximo. E havia formatos e cores para todos os gostos. Talvez por causa de Émerson Fittipaldi, a Lotus preta foi sempre a que chamou mais a atenção. A Tyrrell azul vinha em seguida. Entre os pilotos, depois dos brasileiros – Émerson, Wilsinho, José Carlos Pace – Ronnie Peterson era o favorito. O sueco, pouco expansivo, vivia cercado de admiradores e jornalistas que não cansavam de indagá-lo sobre seu estilo arrojado. Depois de Ronnie pontificavam Jackie Stewart, Jacky Ickx, James Hunt, Jochen Mass e os demais.
As três primeiras corridas oficiais em Interlagos terminaram com uma tremenda invasão do público depois da cerimônia do pódio. As de 73 e 74, com duas vitórias de Émerson Fittipaldi (a primeira com Lotus e a segunda com McLaren) e a de 75, na única vitória de José Carlos Pace, com Brabham-Ford. Aí vieram Nelson Piquet, Ayrton Senna, Rubens Barichello e Felipe Massa, entre vários outros brasileiros menos famosos, e tudo virou história.

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