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COMPORTAMENTO

O preconceito

Por: Angelo Bereta FilhoINDIQUEIMPRIMIR

Angelo Bereta Filho

O preconceito
Angelo Bereta Filho


É uma palavra que significa um “PRE” conceito daquilo que não se conhece a fundo. É um juízo preconcebido, discriminatório e fruto da ignorância que esta presente em toda humanidade bem como em todos os segmentos da sociedade que aparece por meio de opiniões sem julgamento, gerando descriminação, quando deveria gerar respeito. Vejamos alguns exemplos: O preconceito social através das favelas x os condomínios fechados, contra os negros,os pobres,os índios,os cadeirantes contra os gordos e gordas...etc.
A própria legislação brasileira, estimulou a descriminação e o preconceito por 500 anos, Só em1988, com a promulgação da Constituição que esta em vigor, em que o racismo passou a ser considerado um crime inafiançável e imprescritível.
Vemos Adolf Hitler através do Nacional-Socialismo que apregoava a superioridade da raça Ariana para impor-se sobre os outros povos da Europa, sendo o principal os Judeus, os Ciganos, os Eslavos, os homossexuais e a eliminação dos deficientes mentais da Alemanha.
O preconceito de considerar o “pobre” como um ser humano inferior, em função de sua pobreza, para prevalecer-se dele. Os brasileiros tachando os portugueses de burros, e os italianos chamados pejorativamente de carcamanos . Na Argentina os brasileiros eram chamados de macaquitos, por imitarem as modas vindas dos Estados Unidos. Finalmente, você pode estar se perguntando: tudo bem, já está muito claro o que é preconceito, como ele se origina e quais são seus tipos mais freqüentes, mas a questão principal é como acabar com ele? Pois bem, veja a resposta dada por Norberto Bobbio: “Apenas posso dizer que os preconceitos nascem na cabeça dos homens e é ai que precisa ser combatido com o desenvolvimento das consciências, com educação, mediante a luta incessante contra toda forma de sectarismo, segregação e preconceito. Para se libertarem dos preconceitos os homens precisam antes de tudo viver numa sociedade livre”.
Segundo Tais Luso de Carvalho: “O preconceito é não gostar, sem saber o porque , estabelecer diferença entre as pessoas sem razão para tal. O preconceito esta sempre presente e não precisa esforço para encontrá-lo. Ele está presente nas religiões e nas seitas, cada um achando que sua doutrina é a verdadeira e a única”.
Gálatas 3.28 diz que, na igreja, não pode haver judeu nem grego, nem homem nem mulher, nem rico nem pobre, nem culto nem inculto; a igreja é por excelência, um lugar de igualdade, todos são um.
Mas a historia relata fatos contrário, por exemplo cristãos escravocratas que incentivavam guerras que tinham como fundamento a questão racial ? A questão católica que tem os evangélicos como irmãos separados e o contrário também é verdadeiro. As cruzadas, o porquê os sérvios fizeram o que fizeram em Kosovo por questão racial e religiosa?
Quero trazer para esta matéria um texto sobre o preconceito muito bem traba-lhado por meu amigo , teólogo e palestrante pastor Ariovaldo Ramos : “Atos 10:13 e 20:35: o Senhor visita a Pedro; o Espírito Santo vai prepará-lo para fazer missão. Estamos falando de alguém que ouviu Jesus Cristo dizer: “Ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda a criatura”. Que problema o Espírito Santo está tendo com ele? O Espírito Santo mandou um anjo visitar o Cornélio e dizer-lhe: “Vá na casa do curtidor chamar a um certo Simão, para que lhe diga o que você precisa ouvir: suas esmolas , sua caridade chegaram à presença de Deus e há algo que você precisa saber.” Cornélio manda seus subordinados buscarem Pedro e, então, o Espírito Santo começa um outro trabalho: o de preparar Pedro. Mas prepará-lo por que, se ele ouviu que era para pregar o evangelho a toda criatura? O Senhor dá-lhe uma visão: animais, cuja carne era proibida, pela lei, de ser usada como alimento; e o Senhor lhe diz: “Mata e come” - “De jeito nenhum Senhor” responde Pedro. Deve ter sido a primeira vez que a palavra “Senhor” foi usada como pronome tratamento, apenas. Como ele conseguiu dizer de jeito nenhum e, ainda, chamar o Espírito Santo de Senhor? Que leitura ele faz das escrituras que lhe permite, conscientemente, numa experiência com o Senhor, dizer-lhe não? “Não chame de comum ou imundo aquilo que eu abençoei” retruca o Senhor. Chegam, então, os meninos enviados por Cornélio e o Senhor ordena: “Vá, não duvide, porque foi eu que os enviei”. E ele vai. Que preparo para que Pedro fizesse o que sabia que tinha de fazer! Eis a força do efeito Babel em nós.
Quando chega na casa de Cornélio. Veja que jeito de entrar na casa de alguém que o convida com pompa e circunstância: Vocês sabem que não é lícito para um Judeu entrar na casa de um gentio, ou seja, você não sabe que não me é permitido entrar na casa de um cão como você, mas eu sei que Deus não faz acepção de pessoas (verso 28). Sabe nada! Porque se soubesse não dizia isso para o homem. Em que lugar das escrituras está dito que não é permitido um judeu entrar na casa de um gentio? Em lugar algum. É a tradição dos anciãos, como os judeus não podiam comer os alimentos que os gentios comiam, para que não caíssem na tentação de, em visitando um gentio, comer dos alimentos que comiam e que lhes era proibido, os anciãos estabeleceram: “é proibido ir na casa de um gentio”. E Pedro, então, só vai porque o Espírito Santo o intima e, só os batiza, porque, antes de terminar a mensagem, de fazer o apelo, o Espírito Santo vem e os batiza, como no pentecostes. Que mais Pedro poderia fazer? Parece-me, portanto, que a maior questão que o Espírito Santo teve que enfrentar foi o preconceito de Pedro.
Como alguém que andou com Jesus pode ser preconceituoso? Como aquele que recebeu a chaves do reino pode ser preconceituoso? Como quem viu Jesus abençoar a mulher samaritana como os que, com ela, vieram pode ser preconceituoso? Como quem viu Jesus receber e tratar as mulheres com igualdade, pode ser preconceituoso? Mas ele era. Por causa da forma como ele lia as Escrituras. Quando não se lê sob a perspectiva da universalidade de Deus, fica complicado.
Quando se perde a visão da perspectiva universal de Deus, a leitura bíblica corre o risco de tornar-se segregacionista e preconcei-tuosa. “Quando se perde a visão do propósito divino de atingir todas as etnias, todas as famílias da terra a leitura da Bíblia tende a ser discriminatória”.
Entender Deus, o Cristo, o Espírito Santo e o evangelho é colocar-se na contramão de todo o preconceito e discriminação. O evangelho é vida e o preconceito é a marca da morte. Vamos tirá-lo de nossas vidas? Tem que começar em minhas atitudes e em minha mente. Só temos a ganhar... até a próxima.

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