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COMPORTAMENTO

SÓ A PAIXÃO EXPLICA.

Por: Durval PedrosoINDIQUEIMPRIMIR

SÓ A PAIXÃO EXPLICA.

Nos últimos 15 anos, venho papeando, lendo, escrevendo, jogando e visitando campos de golfe pelo mundo afora. Além de se tornar uma das minhas maiores paixões, tem servido para mim de um enorme campo de aprendizado.  E como todo bom aprendiz, descobrindo sempre novos ângulos, novas abordagens, novas pessoas, novas coisas e acima de tudo, tentando entender um pouco a essência deste esporte, que quando entra na veia das pessoas se torna um processo atávico. E como alguns dizem  se torna uma religião bem radical, que não se explica facilmente.
    Olhando as crianças, cujo desenvolvimento dentro de um campo golfe, sempre trás surpresas enormes para nós, a começar pela naturalidade que fazem seus swings ou como reagem as dificuldades, onde o instinto se sobressai a qualquer outro processo ordenado ou pensado estruturalmente. Tenho a sensação que as crianças quando começam a aprender a jogar, parece estar fazendo bolinhas de sabão, tamanha a facilidade que elas têm em seus movimentos (swing).
    Já observando as mulheres, encontrei certa dificuldade para entender suas cabeças e seus posicionamentos, de um lado elas representam charme, beleza, encantamento, moda, sexualidade, etiqueta, respeito e graça, que aliadas a um bom desempenho na pratica do golfe as tornam parceiras fantásticas. De outro, muitas delas quando entram em campo incorporam a alma das felinas, especialmente das leoas, que ao se verem contrariadas, seja com uma parceira que atribui uma tacada a mais num buraco ou uma penalização que se julgam não merecedoras, perdem todos encantos brigando desproporcionalmente a importância das ocorrências.
    Já os homens que constituem, a grande maioria dos praticantes, formam muitas tribos e com as mais diversas tipicidades, tendo em comum em quase todos os grupos, a grande paixão na  pratica do esporte e também o grande fascínio  pelo bar, o famoso buraco 19. Seus comportamentos, são muito mais irregulares que os das mulheres e infinitamente maior do que as crianças. Passando as vezes num passo de mágica, por um cavalheirismo retumbante quando estão ganhando até grosserias inexplicáveis quando estão perdendo o jogando mal.
    Quando as crianças começam a jogar, o golfe é tratado por elas como mais uma atividade física, mas com o decorrer do tempo, especialmente com o desenvolvimento da criança, aí a magia do golfe começa despertar nelas o desejo inconteste de se superar, que quase todos os adultos homens e mulheres têm, mas nas crianças ela toma proporções sempre bem maiores. E quando um grupo de crianças começa a praticar esporte, algumas delas lutam bravamente para superar seus parceiros mais próximos, mas quase sempre com muita elegância e respeito ao seu jovem parceiro. Muitos deles dão exemplos fortes e bonitos para os adultos, tanto para os homens como para as mulheres, em fidalguia e elegância.
    Um fenômeno que acontece entre parceiros de todas as idades, tanto no masculino como no feminino, depois de alguns anos jogando juntos. Qualquer membro do grupo que falte ou que se afaste por algum tempo, cria uma sensação coletiva de perda, e as ausências são muito sentidas. Esta irmandade é incrível, ao ponto de que em casos de um passamento, como aconteceu recentemente num grupo que participo há muitos anos, ter criado por semanas uma comoção em quase todos os jogadores do grupo, dos mais íntimos aos mais distantes. 
    Talvez só a paixão explique mesmo, que veteranos de todas as idades, depois de jogarem uma partida de mais de quatro horas, fiquem mais cinco horas na frente de uma televisão assistindo um grande torneio de golfe. E o mais engraçado, que em casais ou em famílias com diversos membros praticando golfe, a esposa ou mãe, participa ativamente, não reclamando que ela gostaria de ver algo diferente na televisão, como sempre acontece quando os homens da casa querem ver futebol. 
    Só a paixão explica ou precisaremos recorrer aos ensinamentos Freudianos?

Viva o golfe!

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