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HOBBY & SPORT

A DOR E A DELICIA DE SER UM JOGADOR.

Por: Durval PedrosoINDIQUEIMPRIMIR

A DOR E A DELICIA DE SER UM JOGADOR.

    Adaptei a famosa frase de Caetano Veloso, porque como muitos já disseram este é um esporte que pode levar seus praticantes do inferno ao paraíso e vice-versa, em questões de segundos.
    As vezes parece que o paraíso é eterno, e para tanto, basta um hole in one, que é difícil de ser feito, mas quando conseguido leva o sortudo por algumas horas e até alguns dias, frequentar o Olimpo dos Deuses, tamanha satisfação pelo feito, que quase sempre é pura sorte. E como diria um amigo meu, “quando dou uma tacada longa e deixo a bola bem perto do buraco, é porque sou um bom jogador, mas quando emboco de longe sou um grande rabudo (para não falar as verdadeiras palavras dele).”.
    Mas se o paraíso é para poucos uma delicias jogar golfe, para os jogadores não é sempre assim, se não ninguém levantava cedo no domingo, enfrentando em alguns clubes uma boa fila para ter o seu tee time confirmado (horário de saída), não jogariam na chuva, não jogariam nos feriados prolongados, não ficariam mais de 5 horas jogando e por aí a fora.
    Como a delicias são maiores que as dores, vou começar por elas, especialmente, para aqueles que ainda, não começaram praticar este maravilhoso esporte e estão perdendo essas delícias.
    As delícias são, a convivência com os parceiros e amigos, o contado com a natureza, o prazer de poder jogar com os mais diferentes níveis de jogadores, sempre estarem em lugares bonitos (alguns clubes são verdadeiros oásis), poder andar bem vestido sem ser chamado de metrosexual ou coisa pior, no caso dos homens, no das mulheres é mais que uma obrigação. Sentir o cheiro de grama cortada depois de uma chuva, é uma sensação que suas narinas não irão esquecer. E quando voce ganha, o buraco 19 o Bar, é o melhor lugar do mundo, pois é uma delícia imensurável muitas vezes, mesmo que você tenha que pagar a conta. Quem joga a pouco ou muito há tempo, sabe o que eu estou falando, porque chegamos quase a beira do orgasmo quando ganhamos de um amigo gozador, que não poupou voce nenhum segundo nas ultimas vitórias que teve. E neste caso, não há necessidade de grandes comentários basta a sua presença no Bar. É bom demais!
Poderia falar que as tacadas perfeitas, que são poucas em cada jogo, mesmo entre os profissionais, são algo sublimes, é a excelência de um “pás de deux” do jogador com o seu taco de golfe, e sem dúvida é uma delícia quando conseguimos.
    E as delicias vão aumentando muito no primeiro estagio, quando você começa realmente a aprender jogar e não somente bater na bola, como ocorre no seu primeiro de atividades, se voce jogar só duas vezes por semana. Depois deste estágio, o seu aprimoramento leva a novas delícias, como aprender a bater uma bola com curva, para a esquerda ou para direita, fazer a bola dar um “back sping”, de propósito e quando você precisa é claro, pois sem querer você fará sempre.
Como é bom para um amador fazer um bird (uma tacada abaixo ao par do buraco), um eagle (duas tacadas abaixo) então, é quase afrodisíaco!
    Uma delícia que os veteranos como eu podem apreciar, é poder jogar com seu filho(a), sua mulher e o seu neto (a) ao mesmo tempo.
    Mas como o artigo pede, preciso falar das dores do jogador de golfe, que quase sempre passa pelo seu estado de espírito, quando acha que pode dar tacadas especiais que o seu nível ainda não permite, quando perde um putter de pertinho (jogada próxima do buraco), quando arrisca desnecessariamente e paga o preço por isso, quando num dia de”mala sorte” com dizem os meus amigos argentinos, o jogador dá uma boa tacada e bate em algo não previsto e a bola vai para a água ou outro hazard (mata ou uma banca de areia), quando some uma bola no meio do campo, o jogador quer morrer de raiva pela penalidade que toma. Quando os putters não estão entrando, a bola passa rente ao buraco e nada, isto dói a alma do jogador.
    Mas a maior dor de um jogador de golfe, é não poder jogar, seja por impeditivos sociais (como trabalho e família) ou por contusão ou doença. Dá uma “baita” tristeza!

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