RECEBA NOSSAS NOVIDADES! CADASTRE-SE

TRAVELLING

ENTRANDO pelo BURACO

Por: Marcello SanzzoneINDIQUEIMPRIMIR

Mergulho no México

Mergulho no México

Mergulho no México

Marcello Sanzzone

ENTRANDO pelo BURACO
Marcello Sanzzone

Era mais uma manhã de inverno no escritório. Pela janela, via-se aquele céu cinza, típico da nossa São Paulo, tão corrida, aquela São Paulo que nos cobra todos os minutos resultados e trabalho duro. Nesse cenário, acabamos deixando de lado as coisas que realmente gostamos e sentimos falta: esporte, amigos, família e quase sempre o mais importante, a nossa essência. No meu caso é estar na água, mais especificamente mergulhando.
Quatro dias depois estava eu embarcando para o México, com meu baú de mergulho. Encontrei meu amigo de tantos mergulhos, o Bruno Tae, com aquele seu bom humor típico, e fomos na direção a Tulun, quando começamos a fazer nossos planos, decidir os buracos - as cavernas - a explorar e os equipamentos que levar.

Chan Hol

Montamos o equipamento com atenção, testamos tudo e fomos para a água. Chan Hol, nosso primeiro buraco. Essa caverna acabou tendo uma importância. Depois de entrarmos mais de uma hora e meia para o interior da terra, achamos um esqueleto humano, praticamente intacto, de mais ou menos 1,60 m, além de vasos e utensílios, o que prova que aquela caverna era seca e que as pessoas da época buscavam se organizar como sociedade dentro dessas cavernas. Estudiosos nos disseram que a ossada tinha cerca de 14 mil anos.
A maratona de mergulhos continuou por Calvera, Kalimba e Car Wash. Nesta última, o destaque é o “salão das lágrimas”. Quando essa caverna ainda era seca, devido ao calcário do solo mexicano a infiltração de água forrou o teto com estalaquitites, às milhares. São tantas que é até difícil de nadar.
Mergulhamos também na arrumadinha Tortuga e Nohotch Nah Titi. Esta última, na região de Xibalba, é rasa e muito grande. Pudemos penetrar muito. O lugar é lindíssimo,
Kalimba

Na saída desse buracão, com a luz do sol cortando a água, numa subida vertical, saímos no meio de um laguinho, onde na borda tem uma espécie de santuário, com umas imagens e umas placas com coisas escritas. Depois de um tempo ali, envoltos por todo aquele clima misterioso, estávamos no caminho de volta, mas ai curtindo mais o visual.
A nossa aventura pelas águas mexicanas ainda incluiu mergulhos em Angelita, lugar fundo e difícil de chegar. Mas como nem tudo é beleza e emoção, ainda encaramos um mergulho em Baab Zooz, seguindo uma dica de mergulhadores locais, onde a água é muito suja de tantas fezes da morcegada que vive naquele buraco.
Cada uma das aventuras submarinas integrou um cenário turístico de rara beleza, com as mais exóticas paisagens de um país fascinante. Como fecho, após cada saída da água, extenuados e famintos, o prazer da culinária mexicana, em ambientes onde o calor humano e a camaradagem nos lembrava muito o Brasil.
Hobby ou esporte, para quem gosta, não faz diferença.
 

Comentários

2010-2013 Revista NINE - Todos os direitos reservados.

contato@revistanine.com.br
desenvolvido por Natus Tecnologia