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Onde é? Me avisa que eu vou!

Por: Mauricio Faria Marques e Ricardo TorleziINDIQUEIMPRIMIR

Onde é? Me avisa que eu vou!

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Onde é? Me avisa que eu vou!

Onde é? Me avisa que eu vou!

EU SOU
Eu sou assim mesmo, gosto de estar no momento, ver a coisa real, a adrenalina, a experiência de viver e acontecer.
Poderia levar minha vida só com os meus negócios, que no mundo e na competitividade empresarial já é um grande desafio, mas viajar pelo mundo vendo tantas culturas, crenças, pessoas que são felizes com o que tem, e às vezes tem quase nada. No mínimo você se torna um ser humano melhor, seus valores passam a ter outro foco.
Quero ser produtivo a minha vida toda, quero realizar muito mais, quero viver, tenho cede de aventuras, de emoções, de conhecimento.

Álvaro Garnero, um ser humano que não espera acontecer, vai ao encontro do seu objetivo, luta, corre, causa e sempre com um humor bacana, sadio, do bem. Ele nos recebeu com uma simplicidade e calor humano incríveis. Não foi apenas uma entrevista, foi um bate papo dos mais agradáveis e cultos que tivemos. Foi muito bom.

Nine – O programa 50 por 1 foi uma idéia só sua?

Álvaro - Foi engraçado como nasceu. Tínhamos aquele programa na Rede TV, que se chamava Top Report, aos domingos às 22 horas. Uma energia envolvendo meu amigo Zagari, executivo da área comercial da Record, junto com Jose Amâncio e o Arapim, meus diretores, que me despertaram para a idéia de realizar um programa parecido com o da BBC “as 50 coisas que um homem tem que fazer antes de morrer”, esse foi o começo para formatar o programa. Na época era o Hélio Vargas, que hoje é o diretor artístico da TV Bandeirantes. Foram 60 programas em 50 lugares, mais ou menos 1 ano e 2 meses.
Foi um ano viajando sem parar, chegou ao ponto em que entregávamos as fitas 3 dias antes da edição, um tanto complicado, mas a idéia acabou pegando e deu origem a 2ª, 3ª e 4ª temporada.
A segunda temporada foi dedicada às rotas e aos diferentes meios de transportes; cavalo em Portugal, navio pelos impérios antigos, helicóptero em Minas Gerais. Enfim, tudo que possa levar uma pessoa à outro lugar.
Na terceira temporada conheci um pouco do sul do nosso Brasil. O programa se chamava 50 por 1 Brasil Verão. Muito bom os episódios.
Com o Zé Ramalho, surgiu à volta ao mundo em 80 dias, e agora, a quinta temporada começa a ser gravada em outubro, voltado para as olimpíadas, num formato bem legal.
O 50 por 1, deve ter gerado neste ano, uns 25 milhões com a entrada dos patrocinadores, governo do Rio de Janeiro, Oi, Itaipava, Nestlé, TNT. Ele foi totalmente vendido.
Além do programa eu tenho uma produtora que gerou um bom dinheiro, tenho o Cafe de la Musique, e estamos montando agora mais 7 restaurantes. Temos também uma boate que é altamente rentável.
Nine – Me fale do seu pai.

Álvaro - Meu pai, eu e meus irmãos Mario, Fernando e Pipo, temos uma parte de imobiliária grande, projeto por todo o mundo, a Brasilinvest.

Nine – Seu foco foi negócio ou você gosta do que faz?

Álvaro - O programa já nasceu com dois patrocinadores fortes, a Schincariol, e a Cerveja Primus, depois veio a Nestlé. No começo era difícil, ninguém acreditava muito. Eu tive que fazer um investimento para depois o 50 por 1 vir a se tornar rentável.
O amor pelo programa é grande, tanto que eu sou o apresentador, eu o faço como se eu estivesse levando meu filho, por isso que é tão pessoal.

Nine – Qual o estilo do programa?

Álvaro - Apesar de ser considerado um programa de Reality, no fundo ele é um programa de experiências.
Todas as experiências tem que envolver os cinco sentidos: por exemplo, sabor, mostrando cozinhas de restaurantes. O Arapinha, que é meu diretor, possui uma genialidade fantástica. Ele consegue formatar o programa cheio de aventura, sabor, com tudo que possa proporcionar experiências para o público. Nas 4 temporadas você percebe que tem mais de duas mil experiências diferentes.

Nine – Qual a experiência que te marcou mais?

Álvaro - Na minha visão a pior de todas foi o ovo de pato fecundado com 18 dias. Essa é a pior de todas, uma coisa de passar mal. Eu vomitei quando comi aquilo, coloquei na boca e tirei. Era impossível comer e tinham pessoas que comiam aquilo como se fosse pão de queijo, não dá, tem asinha, bico, tudo, é um horror!
Temos também o sangue de cobra, horroroso. Aconteceu no Vietnã e estava fora da pauta. O Anthony Burdan deu a idéia e fomos até lá. O restaurante era enorme, com dois andares, todo de madeira, com uma grande área atrás, onde é o viveiro das cobras. Lá eu tomei também sangue de vaca, se a vaca estivesse contaminada eu estava frito agora.
Outra coisa que me chamou a atenção foi a historia do hotel em São Francisco. Aquela historia realmente aconteceu e o pior que tava um frio danado. Ali era um convento e aconteciam coisas estranhas. Num dos quartos tinha a alma de uma mulher, a governanta. É conhecidíssima a história.
Quando você dorme e deixa o cobertor cair, vem alguém que não é deste mundo, e o coloca de volta, é muito, muito estranho!
Eu tinha certeza que havia um fantasma lá. Tiramos algumas fotos do hotel. Além disso dá para sentir o calor, a presença da mulher, você realmente sente. Eu fui ao banheiro com um cara, e na volta o cara não conseguia abrir a porta, eu jurei que eu não estava segurando a maçaneta, foi muito estranho.
Outro fato curioso foi quando fotografamos uma bonequinha que custava algo em torno de R$ 400,00, eu não sei quem vai compra-la, ela era usada pra fazer exorcismo. Alguns padres já exorcizaram mais de 400 almas com ela. Sabe as fotos que tiramos dela, com 4 celulares diferentes? Sumiram ao mesmo tempo. Apavorante.
Se for contar tenho história para umas 20 edições da Nine, mas agora que sou o mais novo colunista, o público da Nine vai viver essas experiências comigo.

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