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COMPORTAMENTO

A etiqueta e o cotidiano

Por: Fabio ArrudaINDIQUEIMPRIMIR

A etiqueta e o cotidiano

Tornar mais fácil e profícuo o relacionamento entre as pessoas independente de classe sócio-cultural ou financeira. Esta é a definição sobre Etiqueta dada atualmente por alguns sociólogos e estudiosos do comportamento humano. E acreditem, é a mais pura verdade.
O início desta definição de códigos de comportamento estabelecidos é bem antigo. Livros portugueses dos Séculos XV e XVI guardam relatos de algumas normas, tais como: “Lavar a roupa (íntima) branca uma vez ao mês” ou “Ter sempre um grande tapete no chão da sala para esquentar os pés das visitas”. O real patrono da Etiqueta como a conhecemos foi Luís XIV - o Rei Sol - que decidiu no Século XVII construir a casa mais fabulosa que já fora vista, o palácio de Versailles. Movido por sua vaidade exagerada, queria que os demais confirmassem sua afirmação, de ser a França, o reino mais elegante do mundo.
Vamos entender que quase cinco séculos se passaram e lavar a roupa íntima a cada trinta dias é algo absurdo para os padrões de higiene atuais, mas pensar num tapete como objeto de conforto para quem nos visita, continua sendo uma idéia muito gentil. Os motivos do Rei Sol podem não ter sido os mais nobres, mas desencadearam um enorme avanço nas relações humanas. Quando quis receber outros reis e seus nobres se deparou com um problema que existe até hoje: os vícios de comportamento. As pessoas de sua côrte sempre conviveram entre si e a falta de diferentes padrões ou culturas gerou acomodação, um passo para o descaso e relaxo total. Algumas regras foram estabelecidas e colocadas num pedaço de papel - “estiquette” no francês arcaico,” etiquette” hoje em dia - que foi colocado estrategicamente ao lado dos nobres franceses para que se comportassem de maneira semelhante à mesa e se destacassem pela uniformidade.
Dada a introdução histórica, analisemos o uso destes códigos e os resultados e benefícios adquiridos.O comportamento baseado em regras básicas faz com que possamos conviver com as mais variadas pessoas e inteirar-se de peculiaridades de diferentes culturas e costumes nos permite transitar pelo mundo, sem fronteiras.
Cumprimentar as pessoas, mesmo que com um leve assentir de cabeça e retribuir um sorriso recebido é o básico para uma boa convivência. É fato que vai longe o tempo em que todos os homens usavam chapéu e a menção de tocar a aba e mover o rosto para baixo era o cumprimento usual. Já as mulheres não deveriam olhar diretamente nos olhos dos homens e mãos nuas, sem luvas, beiravam a indecência. A chamada evolução trouxe novos costumes e um problema: Como lidar com os “beijinhos”? Dizem ser um costume latino, mas não é exatamente assim, já que no México e em diversos outros recantos da América Latina não se beija tanto e tão informalmente quanto aqui. Já soube de alguns lugares do Brasil onde existe o hábito de cumprimentar alguém com 5 !!! Beijos. Se “Um é olá, dois para casar e três para não morar com a sogra” imagino o que os dois beijos seguintes podem significar...
O que vale como regra é o bom-senso e baseando-se nele, digo que um beijo é mais do que suficiente. Mas aí rapazes, pode morar o perigo; no ambiente profissional este simples ato de saudação pode implicar numa denúncia por assédio sexual. Complicado não?
O aperto de mãos - firme, decidido, mas não esmagador - é a prática mais correta no trabalho e a mais comum entre homens. Lembrando que amigos podem perfeitamente trocar um abraço e o beijo entre familiares não é mais exagero dos italianos, apesar do “selinho” trocado pelos russos continuar sendo muito estranho para nós. Homens se levantam para cumprimentar mulheres e para todos os demais. O “tapinha” nas costas é muito comum e bastante irritante. São tantos detalhes...
A idéia é demonstrar nos mais variados assuntos que a Etiqueta existe e quando seguida aumenta as conquistas em todos os setores. Definições como “brucutu”, “primata”,” homem das cavernas” ou “ dandy”,”yuppie “preppie”, estão um pouco de lado, já que o assunto atual é definir se o homem se enquadra em “metro” ou übersexual. Todo enquadramento muito restrito a rótulos é impreciso, preconceituoso e bobo. No caminho do cavalheirismo e sem tropeçar na “frescura” vale abordar os mais variados assuntos.
Para encerrar, falar sobre a maneira correta de se despedir seria interessante, mas... Isso abre um novo assunto, para outra oportunidade.

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