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Andorra e o amor

Por: Marcello SanzzoneINDIQUEIMPRIMIR

Andorra e o amor

Andorra e o amor

Conheci há algum tempo atrás uma mulher incrível em uma reunião de trabalho, nossos olhos se cruzaram e de cara saiu faísca, mas nos afastamos.
Um dia recebi um comentário dela no facebook, começamos a nos corresponder, voltei para o Brasil e começamos a sair e ter um “não relacionamento”como chamávamos nosso namoro.
Ela ia para a Espanha comemorar o seu aniversario e me convidou, claro que fui, vou contar essa viagem pela Espanha para vocês por partes, pois são 3800 km de muitas dicas.

1º PARTE, ANDORRA.

Um país, o segundo menor do mundo, perdendo só para o Vaticano. Ele fica no alto dos Pirineus a 2 horas de Barcelona. Conversando com a Sra.Incrível(vou manter o nome em segredo, assim elimino a concorrência e ela não fica brava) decidimos ir até lá.
Acordamos bem cedo, ainda escuro, fomos buscar um amigo, e partimos para a estrada que leva ao topo dos Pirineus, essa estrada é indescritível, florestas e neve, simplesmente magnífico. Chegamos a Andorra, que é realmente pequeno, o centro do país é menor que Campos do Jordão.
Tomamos café em uma cafeteria típica, como em toda Europa os cappuccinos são demais, hotéis muito charmosos, pais inteiro é preparado para turismo.
Se continuássemos a estrada, sairíamos na França, adivinhem, fomos para França.
Visitamos uma cidade chamada Perpignan onde achamos uma blougerie que tinha os melhores doces do mundo, doces e tortas com recheios de frutas silvestres, tipo morango, amora, figo... Só de lembrar, da água na boca. A cidade nasceu dentro de um castelo de verdade. É bem diferente e interessante visitar um lugar como vemos em filmes medievais, cidades cercadas por uma grande fortaleza, fosso, pontes levadiças. Hoje existem hotéis de luxo, restaurantes e a arquitetura da época.
Sra.Incrível reclama de fome, fato engraçado a respeito dela, passei a viagem toda preocupado se ela estava ou não com fome, ela sempre respondia que não, mas do nada sem aviso 10 minutos depois ela dizia que poderia comer um boi e eu que não pedisse nenhum pedacinho. Paramos em um restaurante típico para comer e pedimos um prato de época, com certeza era um dos pratos que Napoleão descreve em sua biografia escrita por Max Gallo, carne da caça(perdiz, codorna e javali) servido em um berço de repolho, a carne é cozida de forma rápida, a aparência não é muito boa, mas o sabor inesquecível. Sra.Incrível não gostou, achou meio nojento, comeu o pão com mostarda Dijon e uma salsicha que vinha no prato.
Resolvemos no final da tarde voltar para Barcelona por outra estrada, onde podíamos ver o mar, os dois dormiram, chegamos em 02h30min e a mulher do nosso amigo estava nos esperando para oferecer um jantar delicioso em um restaurante que eles adoram, dia fechado com chave de ouro, né? Para qualquer ser humano normal, sim seria, mas ainda cheguei a casa e preparei para a Sra.Incrível um banho de banheira quentinho e espumante, depois de um dia gelado nada mais digno, claro, acompanhado de um bom copo de vinho Espanhol, uvas tempranillo, em minha opinião uma das duas melhores. Não dei nome de hotéis ou restaurantes, porque acho que faz parte de experiência de se conhecer a Europa, cada um achar os seus lugarzinhos.
Até a próxima edição e vamos voltar a Espanha!
 

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