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COMPORTAMENTO

Caindo no samba

Por: Fabio ArrudaINDIQUEIMPRIMIR

Caindo no samba

Carnaval é momento de alegria, descontração e acima de tudo festejar. É aí que as pessoas se perdem, ao confundir festa com bandalheira geral.
Você decidiu participar do desfile de uma escola de samba, agora, e quando chegar o grande dia? Não pense que é só se apresentar...e pronto. Lá, você é um representante daquela escola, alguém que vai ajudá-la a tentar conquistar o grande sonho de todas elas, que é o de ser a campeã do Carnaval. Então, empenhe-se, dê o máximo de si, obedeça às regras estabelecidas. Não importa quem você seja no seu dia a dia: o famoso “Você sabe com quem está falando?” só vai torná-lo(a) antipático (a) porque pretensão não cabe nunca, muito menos na Avenida.... E verdade seja dita, algumas celebridades já protagonizaram verdadeiros show de horror.
Nós, que estamos assistindo, seja nos camarotes, nas arquibancadas, ou mesmo pela televisão, somos a base deste espetáculo televisionado para o mundo. E, como tal, devemos dar exemplo, através das regrinhas básicas de comportamento, que são fundamentais em todas as ocasiões.
Nas arquibancadas, participe euforicamente, torça bastante pela sua escola, vibre, mas sempre com elegância. Que se traduz pela linguagem, pela postura, pelas boas maneiras no trato com as pessoas que estão perto de você. Respeite as individualidades. Cada um tem a sua Escola de Samba preferida. Nada daquela coisa feia de desmerecer qualquer outra que não seja a sua.
Se você é um dos que foi convidado para um dos camarotes VIP, lembre-se que você estará numa grande festa dentro da festa maior que é o Carnaval. Descontraída, com certeza, mas sempre uma festa. E sua organização leva meses para ser feita, na expectativa de que tudo corra bem e todos saiam satisfeitos, aliás o intuito de qualquer evento. É necessário um cadastramento antecipado e será feita uma rígida conferência de dados para evitar penetras. Pessoas muito famosas dão “pitís” ao tentar furar este esquema ou levar acompanhantes não autorizados. Os truques para distrair seguranças e tentar furar são surreais.
A camiseta em geral é o “dress-code” do evento e se negar a vesti-la é motivo para ter sua entrada vetada. Customizar o traje OK, mas muitas vezes as tais são tão retalhadas que é quase impossível distinguir o que ela foi originalmente.
Uma vez lá dentro, nada de ficar avançando na comida servida, como se fosse sua última refeição...Curta, festeje, pule bastante...e atenção para a bebida! Queira ser lembrado por ter sido uma presença alto-astral e não por ter sido carregado para o atendimento de emergência... A imagem de alguém passando mal, dificilmente será apagada e é um borrão daqueles.
Colabore com a limpeza...há latas de lixo para os papéis, copos, latas ...as ruas vão ficar mais bonitas sem eles.
Beijos ardentes de paixão e demonstrações explícitas de desejo são desnecessários, afinal a privacidade de um casal só interessa aos dois. A não ser que o intuito seja se promover às custas deste ou daquele escândalo.
Às vezes a briga por um lugar pendurado na Avenida, não respeita sexo nem idade. Ter paciência e esperar um pouco pela sua vez de grudar ali e se deslumbrar com o show é o que se deve fazer.
‘ A celebridade vive da mídia, isso é normal, mas a exibição para os fotógrafos e o desespero por uma palinha de entrevista chega a ser constrangedor para quem presencia. Qualquer um de nós quando saca a “melancia imaginária” para pendurar no pescoço costuma se expor demais e perder a elegância.
Como trajes menores são permitidos, pense sempre no limite, para que a exposição do corpão sarado, conquistado a duras penas e muita malhação, não se transforme em vergonha e falta de classe.
Difícil esquecer há anos atrás quando uma moça conhecida foi fotografada no camarote ao lado do então Presidente da República, sem calcinha e esta foto foi estampada ao redor do planeta. Atitudes assim não fazem parte da folia e sim da total ausência de postura.
Foliões elegantes, empunhem suas bandeiras e sejam mestres-salas da elegância para cair no “skindô-skindô” com charme e alegria.

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