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Por: Marcello SanzzoneINDIQUEIMPRIMIR

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RECONSTRUÇÃO DO MEU BARCO


A segunda parte já começou e o que era uma reforma de motor virou uma reconstrução.
Como contei na matéria anterior os porões da casa de máquinas estavam completamente podres. Enquanto Fabiano refazia tudo com o Vagner, Alan e Luizinho cuidavam respectivamente da montagem do motor na bancada para o teste antes de colocar no barco. Também montaram e lubrificaram as “rabetas”, acho que nunca vi tamanho carinho! A equipe da Pier boat tratou a Jack como se fosse um filho, aliás, usaram essa frase várias vezes: “O barco só é seu quando sair daqui!”. O Vagner ainda piorava isso: “Estou fazendo esse barco para mim, você vai gostar” - fiquei com ciúmes!
O mais engraçado foi que durante todo o tempo da reforma eu queria dar palpites a toda hora, quase me amarraram para que eu não atrapalhasse. Sou velejador desde os meus 11 anos, fui competidor e com certo sucesso, tenho grande experiência em reformas de veleiros, mas em lanchas era minha primeira vez.
Descia todas as quintas-feiras para o Guarujá, ficando até sexta com eles. Parece piada, mas de todas as coisas que eu pedi, nenhuma foi feita! Tenho a impressão de que o Vagner falou para a equipe: “Deixa esse cara ai falar e vamos fazer do nosso jeito, tenho certeza que ele vai gostar”.
Bom, gostei de tudo, me provaram que as decisões eram as mais acertadas. Hoje, o barco esta equilibrado, os filtros estão em lugares mais inteligentes, as baterias dimensionadas de acordo com o que o barco precisa, a caixa de água colocada no lugar certo. Os comandos foram divididos de forma correta, possibilitando uma leitura mais fácil e até na parte estética os caras se meteram, mudaram as cores das entradas de ar, do contorno das luzes da “targa”, etc.
Quando ouvi o ronco dos motores pela primeira vez, senti um alívio no coração. Berravam alto, chegaram a 4500 giros, respondiam cada vez que apertávamos os aceleradores. Nesse momento, o Luizinho veio me chamar para ver as “rabetas”, cinza metálica, com os símbolos da Volvo na cor preta e prata e um risquinho vermelho e com as quatro hélices cromadas. Tudo muito chique.
Como tínhamos achado a colônia de cupins, e teríamos tempo, resolvi mudar o forro do barco. O Vagner pegou mais uma pessoa para trabalhar e fizemos tudo, em dois dias, ficou muito bonito.
No dia em que terminaram o forro, chegou o tanque novo de inox: incomparável!
Aqui vai outra dica, a Petrobras lançou um diesel novo, se chama Verana, ele é transparente e tem cheiro de banana, menos poluente e de qualidade muito superior, só coloco esse agora. Quando olhei a primeira vez os filtros pareciam que estavam cheios de água.
Na próxima coloco as fotos dela terminada, ficou muito linda!

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