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A ARTE DE GARIMPAR MUDANÇAS

Por: Durval PedrosoINDIQUEIMPRIMIR

A ARTE DE GARIMPAR MUDANÇAS

A ARTE DE GARIMPAR MUDANÇAS

A ARTE DE GARIMPAR MUDANÇAS

Primeiro defino o que chamo da arte de garimpar, que para mim é a busca de algo, conhecimento ou coisa, com planejamento, ordenamento e especialmente com foco. Não ficar preocupado em mudar de caminho, não ficar preocupado pelos inúmeros caminhos errados que tenhamos tomado ou que iremos tomar, na busca da mudança para melhor. Se pretendemos  criar o novo, precisamos estar preparados para sermos criativos e se quisermos evoluir em algo, o processo  também é semelhante. Por isto, um escritor que pretende um dia criar bestsellers, precisar estudar o mundo literário com afinco, buscar e analisar nas obras dos grandes mestres, seus processos criativos, seu ordenamento e suas genialidades, que quase sempre não passam de uma luta árdua de pesquisa, muito  trabalho, muito suor e muito anos de dedicação. E muitas mudanças de rumos e de métodos. Um pintor, para se tornar um grande artista, tem processo análogo, que extrapola a arte de desenhar ou combinar cores. Ele precisa muito estar  mais comprometimento do que isto, para se tornar um pintor diferenciado no seu segmento.  Apesar deste estudo todo e de toda dedicação, que são predicados para o sucesso em quase todas as atividades humanas, naquelas que exigem um grau maior de criatividade, naquelas que exigem maior acuidade e precisão, acabam exigindo de seus candidatos ao sucesso, o algo a mais ou o mais do que isto. Grandes mestres da música, que foram considerados gênios na posteridade, só alcançaram este estágio depois de muito tempo de trabalho árduo, e para citar um, nada melhor que Mozart, que só teve seu trabalho reconhecido depois de ter produzido uma enormidade de peças e muitas mudanças no seu estilo. Mas todos estes comentários, são só para preparar o terreno, para nosso garimpar no golfe. E um grande garimpeiro do golfe foi sem dúvida o  grande mestre Ben Hogan, o homem que dizia “quanto mais eu treino mas eu tenho sorte”. E para falar nele, e também na arte de não se ter medo de garimpar por mudanças em nosso golfe, transcrevo aqui uma história atribuída ao Rabino YY Jacobson, sobre o golfista cego.
    “Charles Boswell foi um grande atleta que ficou cego durante a Segunda Guerra Mundial, quando resgatava seu amigo de um tanque que estava sob bombardeio. Quando retornou ao seu país após a Guerra, decidiu praticar um esporte que jamais tinha tentado antes, o golfe. Anos de prática e determinação o levaram a vencer o Torneio Nacional de Golfe para Cegos, nada menos que 13 vezes. Um dos seus heróis era o grande golfista Ben Hogan, portanto para Charlie foi realmente uma honra vencer o torneio Ben Hogan de 1958. Ao conhecer Hogan, Charlie ficou impressionado e disse ao lendário golfista que seu maior desejo era jogar uma partida com o grande Ben Hogan. Hogan ficou devidamente honrado, afinal, ele conhecia como o grande jogador cego que era, e realmente admirava seu talento. Porém de repente Boswell lançou um desafio inesperado. Gostaria de jogar por dinheiro, Sr. Hogan? Charlie, você sabe que não posso jogar a dinheiro, não seria justo... Disse o Sr. Hogan. Charlie não esmoreceu. Em vez disso, elevou a aposta. “Ora, vamos lá, 1.000 dólares por buraco, e não se fala mais nisto! Não posso. O que as pessoas pensariam de mim, levando vantagem de você e da sua situação, disse Hogan. Está com medo, Sr. Hogan? Respondeu imediatamente Charlie. Tudo bem, disse um frustrado Hogan. Vou jogar, mas aviso que vou fazê-lo da melhor forma que puder. Charlie, responde“. eu não esperaria nada diferente do Sr. “. Então Hogan disse a ele “Voce escolhe o local e a hora!”. E ai nosso amigo Charlie Boswell, muito confiante, respondeu “ perfeito, hoje as dez....da noite!”
    Esta história do Rabino Jacobson, é muito interessante para analisar o medo que temos de mudanças, que aliada a nossa enorme preguiça de garimpar por melhorias, que nos tirariam da zona de conforto que nos encontramos, e ainda, se agregarmos nossa facilidade para  desculpas pelo nosso fraco desempenho na vida ou no golfe.  Garimpar mudanças no golfe, vai exigir de cada golfista, independente de seu estagio e nível de golfe, uma postura muito mais proativa. Vamos começar por nossos profissionais, que na sua grande maioria, partiram inicialmente do estagio de caddies e aprenderam empiricamente o esporte, e por suas habilidades quase que naturais e um pouco de treino conseguiram alguns deles resultados razoáveis em território nacional. Mas que ao se defrontarem com estrangeiros, em casa ou fora dela, ficam muito atrás.  E os porquês não são tão difíceis de serem elencados, vamos a alguns deles: falta de aprimoramento técnico, falta de um rigoroso e bem planejado programa de treinamento, falta de comprometimento com os seus objetivos no esporte, falta ou preguiça de estudar as teorias do golfe (alguns não conhecem mais de um tipo de swing). Falta de vontade para encarar suas dificuldades, quase todas de ordem financeira no nascedouro,  muitos são cometidos da síndrome dos coitadinhos.Por fim, falta de vontade por garimpar mudanças em suas vidas. Talento não tem classe social, mas sucesso exige muito mais que isto.
    Quando passamos para os jogadores amadores, quase todos com excelentes situações financeiras, o garimpar por melhorias do seu golfe, quase sempre passa pela acomodação, pela preguiça e a dita falta de tempo para se dedicar ao seu esporte favorito. Mesmo que a falta de tempo, criada pelo mundo real dos negócios, seja uma realidade que hoje avança por um prazo muito maior na vida destas pessoas. Garimpar mudanças no seu golfe e melhorar o seu desempenho pode ocorrer, com movimentos e ações relativas pequenas, a começar com a leitura de livros e revistas especializadas, com a tomada de consciência e análise do seu swing e de seu golfe, que pode ser conseguida com o profissional do seu clube e ou em clinicas especializadas. Pensar, refletir e criar hábitos, que melhore seu golfe, é uma decisão estratégica,  que qualquer amador pode tomar, obviamente não se pode almejar grandes saltos e melhorias, quando não se dedica proporcionalmente a isto. Conhecer suas dificuldades em campo, seus piores perfomances e onde você realmente tem problemas, se no swing,na  concentração, no equilíbrio, na ansiedade (alguém já disse, que o golfe é mais mental que físico), é o começo para você garimpar o sucesso. Se você não é bom em volta do Green, não adianta ficar no driving range treinando batendo uma tonelada de drives.  

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