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COMPORTAMENTO

ANFITRIÃO & HÓSPEDE

Por: Fábio ArrudaINDIQUEIMPRIMIR

ANFITRIÃO & HÓSPEDE

Ser um bom anfitrião é um dom e ser um bom hóspede é uma arte.
    Quando, em 1500, Portugal descobriu o Brasil alguns índios locais bem que tentaram recebê-los com mimos e hospitalidade, mas tudo mudou e os portugueses tomaram o local e tentaram fazer com que os indígenas assimilassem seu comportamento europeu. Nunca funcionou.
    Fugindo de Napoleão os refinados portugueses da côrte que aportaram nestas bandas em 1808 após 99 dias chegaram a uma colônia, de clima tropical e bem desprovida de requintes palacianos.
    Mais uma vez elegância ao receber, pois os edifícios haviam sido pintados e reformados, inclusive com passarelas para evitar que se pisasse na lama, e as ruas cobertas de areia branca e folhas aromáticas. E dos balcões e janelas enfeitadas a população lançava flores aos recém chegados.
    O fundamental, independentemente do luxo ou riqueza é demonstrarmos à quem chega que estamos felizes em recebê-los. Os que já habitavam estas terras assim o fizeram e mesmo assim quem chegou só fazia se queixar.
    Hoje, 202 anos depois, algumas dicas podem ajudar bastante para receber bem quem ao Brasil vier.
Acredite se quiser, nem todos que vêm para cá estão loucos por um show de mulatas em escola de samba ou literalmente babando por uma boa churrascaria-rodízio. Pergunte ao estrangeiro se esses programas são do agrado dele ou estão em sua lista de interesses.
    Nossas comidas típicas costumam ter temperos fortes e, muitas vezes, estranhos a quem vem de fora. Já foi dito aqui que você deve provar tudo o que foi lhe for oferecido em viagens ao exterior, mesmo que seja só para degustar, mas nem por isso você vai se entregar à tentação de praticar a regra ao inverso e obrigar o visitante a se deliciar com um banquete composto de acarajé, vatapá e caruru, tudo com muito azeite-de-dendê. Resultado desastroso na certa.
    É fundamental que fique bem claro de antemão o tempo de permanência do visitante e suas prioridades e expectativas bem adequadas as possibilidades e realidade de seus anfitriões.
    O bom viajante sabe que é básico informar-se bem sobre o país de destino e pessoas de bom senso conhecem o implacável dito alemão que hóspedes são como peixes, depois de cinco dias começam a feder. Avisar ao hóspede a rotina da casa deixa claro os horários e limites. Se o visitante optar por um hotel vale procurar saber sua agenda antes de determinar passeios ou compromissos.
    Mas o básico nesta relação costuma ser esquecido: o espírito de anfitrionar e se hospedar deve existir em ambos. Senão será um penosa tortura para todos.
    Afinal, depois de um tempinho por aqui só mesmo com um mau humor de Carlota Joaquina para não querer levar de volta nem o pó deste nosso delicioso país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza.

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