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GOLFE

Por: Durval PedrosoINDIQUEIMPRIMIR

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Estou há décadas no golfe, e nunca consegui entender o porquê não conseguimos atrair mais mulheres para o nosso querido esporte no Brasil. Nos últimos dois anos, tenho estudado, tenho perguntado, lido e visto em todas as mídias disponíveis, na tentativa de encontrar a razão desta falha imperdoável de nossos clubes e nossas entidades.
    Hoje em dia, isto me parece mais latente ainda, quando leio num jornal econômico de grande circulação, que as mulheres hoje respondem a 75% das decisões de compras no mercado AAA. Elas trabalham e sabem valorizar o que é excepcionalmente bom. Por quê estão excluídas deste esporte maravilhoso chamado golfe? São elas as que mais consomem vestuários, restaurantes, produtos de  beleza, enfim sua vaidade a leva como consumidora fiel às boas marcas do mercado.  E ainda, todos que atuam neste segmento de produtos de alto padrão sabem que elas precisam ser somente convencidas de sua qualidade,  atraídas pela confiança e acima de tudo, encantadas com o glamour.
    Este tripé, convencidas, atraídas e encantadas, parece não fazer parte das abordagens que elas recebem em geral na maioria dos clubes de golfe brasileiros, fato que pode estar acontecendo em outros países, pelos mesmos motivos. 
    Para começar quebrar esta realidade, precisamos em muitos clubes rever a posição das capitãs, onde elas quase sempre não têm forças semelhantes aos capitães, ficando ao reboque muitas vezes do capitão que às vezes exerce seu poder supremo, com um grau de machismo acima do razoável.  Uma capitã de um clube de primeiríssima linha comentou em tom de brincadeira, se as mulheres de seu clube não ficarem espertas, o tee time feminino será marcado pelo capitão a partir da uma hora da madrugada. E não podemos colocar a culpa só na ala masculina, pois em alguns clubes, jogadoras veteranas fazem de tudo para não facilitar a entrada de novas jogadoras, principalmente as mais jovens.
    Os clubes de golfe brasileiros, inclusive os melhores e os de alto padrão, deviam criar uma atmosfera mais agradável para receber as mulheres, obvio que há  exceções, mas elas não tem uma recepção diferenciada, não tem em nenhum clube,  uma espécie de governanta, uma hostess ou sequer uma recepcionista dedicada ao público feminino, que torne sua ida ao clube mais prazerosa. 
    Um outro exemplo de descaso com as mulheres, são os vestiários (tem até clubes que não tem), que não criam uma atmosfera mais agradável, mais feminina,  para receber as mulheres, pequenos detalhes de decoração, certos mimos, certos adereços, uma flor aqui ou outra acolá. Coisas de menina como diria minha neta. Como não aproveitar duas caraterísticas básicas das mulheres, que adoram levar uma amiga para jogar e sempre gostam de jogar em equipes. As lojas ou os pro-shops, na maioria dos clubes não tem artigos femininos em quantidade, não tem nada de moda que elas tanto gostam. Como grandes consumidoras que são, como gostam de combinar as “roupichas”, os sapatos e os demais apetrechos.  Com certeza este tipo de coisa atrairia muitos patrocínios voltados para o público feminino. Elas precisam estar confiantes para jogar no seu clube, não adianta colocar os tees de saídas um pouco mais a frente, se o campo tem o tee mais curto tem 6.600 jardas, o tee feminino com 6.300 jardas, em nada ajudara as mulheres iniciantes ou com handicaps mais altos. Temos que pensar em transformar o golfe feminino numa prática agradável e de acordo com o seu condicionamento físico. Temos muito poucos scratchs para jogarem em campos de mais de 6.000 jardas, o que desencoraja-as demais. Temos que abrir tee’s com 5.000 jardas ou menos.

Viva as mulheres!

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